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13 janeiro 2012


Em encontro Histórico PCdoB e PT de Arapiraca definem o fortalecimento da   esquerda  no município.
Os dois partidos se reuniram na tarde da última quinta-feira com o objetivo de formalizar a manuntenção da união entre os partidos da base do governo Dilma e intensificar o fortalecimento da esquerda em Arapiraca.
“Temos mais convergências do que divergências,e nada mais natural que os dois partidos construam juntos uma alternativa progessista que acolha os anceios da sociedade arapiraquense”,destacou o vice-presidente do PCdoB de Arapiraca Jairo Campos que também é Reitor da UNEAL.
Dado o passo inicial através desta primeira reunião,o PCdoB que tem entre seus principais quadros o professor e líder sindical  Washington Viana, e o PT que é participante da atual gestão do município com o ex-presidente do partido ocupando o cargo de Secretário de Cultura e Turismo,analisam uma possível coligação no próximo pleito eleitoral.

A Cracolãndia e os Direitos Humanos?

Estou postando um vídeo produzido na madrugada de domingo para segunda na cracolãndia onde pessoas que tem direitos a serem respeitados inclusive o de se negarem a falar ou ter sua imagem preservada falam sobre sua condição na sociedade.O vídeo foi ao ar no programa Segunda Dose pela #PosTV.
" Uma parcela da sociedade decidir que um outro grupo não tem o direito de viver no mesmo local é uma atitude que bebe em princípios nazistas e fascistas. Políticas higienistas, autoritárias…"

O papel da Mídia e a lesão de Direitos Humanos na Cracolândia


Bem,tentei me abster por um tempo do debate sobre o "mal" da Cracolândia,mas,é impossível negar o fato de que os usuários de crack nunca na história desse país (usando a célebre frase do ex-presidente Lula) foram tão jogados na lama como está sendo feito agora.
Em 2011 o intelectual Fernando Henrique Cardoso do PSDB causou polêmica ao lançar o  documentário Quebrando tabus onde defendia arduamente a legalização da Maconha,talvés, porque seja apenas uma "ervinha" bem mais popular entre uma parte significativa de intelectuais brasileiros que o crack. A verdade é que FHC insistentemente atribuiu a resolução do problema das drogas à Saúde Pública, que deve ter provocado no governador de São Paulo Geraldo Alckmin uma avalanche de sentimentos e dentre eles o ciúme da repercussão provocada pelo anseio de debater as drogas e  tentar chegar a uma solução.
Geraldo Alckmin neste ano que se inicia, assume a abertura do debate envolvendo usuários de crack por meio de seguidos e inesgotáveis erros cometidos há quase duas semanas na ação que o Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura realizam no centro da capital paulistana, na região denominada Cracolãndia.
É divulgada pela Mídia como uma ação para reprimir o tráfico, mas o que fica claro é a perseguição e expulsão dos usuários sem nenhum respeito a dignidade humana ,a ação é literalmente tocada pela Polícia Militar sem nenhum aparato de Saúde Pública ou Assistência social.
Não sou daquelas que não defendem a presença da polícia, pelo contrário acho necessária, agora não dá para jogar a responsabilidade em cima de um segmento, toda ação voltada para combate às drogas precisa ser articulada com todas as raízes desse problema.
O saldo da ação é de meio quilo de crack apreendido pelos quase 300 policiais militares, 117 viaturas, 26motos, 40cavalos, 12 cães farejadores e um helicóptero. (ou seja, muito barulho para nada!).
A Cracolândia por si só já era marginalizada, pela grande quantidade de usuários concentrados 24hrs por dia ,pelo abandono de políticas públicas voltadas ao viciado e o despreparo dos governos do PSDB que se não me engano governam o Estado de São Paulo por 16 anos e nunca acabaram com a  Cracolândia e nem agora com toda a repercussão vão acabar.
O saldo real é uma legião de doentes espalhados por toda a cidade, inclusive menores de idade, sendo tangidos na base da paulada  sem ter para onde ir ,a população com medo do que possa acontecer, e o mais grave e inacreditável fato que o governo deixa transparente é de não ter a mínima intensão de  tratar essas pessoas minimamente e sim jogá-las mais fora e se ainda é possível mais marginalizada ainda da sociedade.
São zumbis andando por uma cidade que não os quer, estão mortos, e a mídia ainda crava a cruz para fechar o caixão, sedenta por imagens os filma sem nenhuma autorização, veja a frase de um usuário: ¨não me filme! Você gostaria que seus filhos o vissem dessa forma?, não me filme!Não quero que minha filha me veja na televisão usando crack!¨-Como um zumbi não tem direito o jornalista da rede-TV mostrou a cara do usuário.

05 janeiro 2012


Reproduzo a  matéria publicada na Carta Capital sobre o caso do Ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho ,não porque queira defender o ministro e sim pelo fato de entender que o Brasil precisa superar um grave problema de gestão.Quem por aí nunca ouviu que determinadas secretarias receberam recursos do Governo Federal e estes voltaram para a origem por falta de projeto?E quando a Presidente Dilma encarregou os parlamentares de vincular uma forma para aumentar os recursos para custear a saúde ?os mesmos só pensavam em criar novo emposto,mas remanejar gastos era uma arte indecifrável para os soberanos na atividade de aumentar os próprios salários.

A verdade é que ganhar eleição é só uma etapa ,e o desafio maior é saber gerenciar as expectativas e necessidades de todo um povo.



Copo meio cheio, meio vazio

Em 2 de janeiro, primeiro dia útil de 2012, o ministro Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional, tornou-se o primeiro novo alvo do governo Dilma Rousseff, que em doze meses demitiu seis integrantes do primeiro escalão por suspeitas de corrupção – evaporadas das páginas de jornais tão logo deixaram seus assentos.
Com base em levantamento feito pela ONG Contas Abertas, o jornal Estado de S.Paulodestacou, em sua manchete, que o ministro pernambucano beneficiou seu reduto eleitoral ao destinar 90% de verbas de prevenção e preparação de desastres naturais para obras iniciadas em 2011 em Pernambuco, estado governado pelo padrinho político Eduardo Campos (PSB).

O ministro Fernando Bezerra, durante a coletiva. Foto: Agência Brasil
Bezerra, ex-prefeito de Petrolina, acabava de transferir seu domicílio eleitoral para Recife e tem, como se vê, claras chances de disputar a prefeitura da capital – o que desagrada inclusive o PT local, liderado pelo prefeito de Recife, João da Costa.
Nas contas da reportagem doEstado, dos gastos autorizados e pagos em 2011, Pernambuco recebeu 14 vezes mais do que o segundo colocado, o Paraná, onde chuvas fortes provocaram enxurradas e deslizamentos no ano passado.
Por esta rubrica, Pernambuco recebeu 25,5 milhões de reais, contra 1,8 milhão liberado para o Paraná. Ao todo, 28,4 milhões de reais foram pagos em obras autorizadas pelo ministério em 2011 para a prevenção de desastres naturais. São Paulo, por exemplo, não recebeu nada dos 31 milhões de reais previstos para a construção de reservatórios para conter cheias na região metropolitana.
As contas, porém, precisam ser vistas com calma. Isso porque o Ministério da Integração não é a única pasta do governo responsável por obras para prevenção, uma tarefa também de municípios e governos estaduais. Em São Paulo, o estado mais rico da federação, por exemplo, o govenador Geraldo Alckmin (PSDB) só havia conseguido construir quatro dos 23 piscinões anti-enchentes previstos.
O governo federal interfere em áreas de risco com outros recursos – em municípios em situação de emergência, libera recursos para reconstrução (como moradias subsidiadas) e liberação do saque do FGTS para as famílias atingidas pelas chuvas. Caso da região serrana do Rio de Janeiro, que sofreu com enchentes e deslizamentos no início do ano passado.
Pelo governo federal, há programas sob a coordenação do Ministério das Cidades, como o PAC 2, que prevê investimentos de 11 bilhões de reais para contenção de encostas em áreas de risco e obras de drenagem, para evitar enchentes e inundações.
Ainda assim, quando se olha o total dos investimentos apenas do Ministério da Integração, a leitura da denúncia muda de figura. Ao todo, segundo o ministério, a execução financeira da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) foi de 155 milhões de reais para obras de prevenção em 2011. Outros 915 milhões de reais foram investidos na reconstrução e resposta a desastres por meio tanto de recursos provenientes da Lei Orçamentária Anual e de Medidas Provisórias.
De acordo com a nota emitida pelo ministério na terça-feira 3, há investimentos em prevenção por meio de secretarias, como a de Infraestrutura Hídrica (SIH) e obras para canalizações de córregos, dragagem de canais, a construção de galerias pluviais, bocas-de-lobo, pavimentação de ruas, contenção de encostas, desassoreamento e recuperação de sistemas de drenagem. Nada disso foi levado em conta pela reportagem do Estado, que se fiou apenas na rubrica “prevenção” da Defesa Civil.
“Neste programa da SIH foram liberados, só em 2011, 130 milhões de reais, sendo 57 milhões para Bahia, 32 milhões para Rio de Janeiro, 12 milhões para Santa Catarina, 10 milhões para Tocantins, 10 milhões para Roraima, 5,6 milhões para Pernambuco e 1,9 para Rio Grande do Sul”, diz a nota.
Fazendo-se as contas, segundo o ministério, Bezerra explicou que, do total de 98,3 milhões de reais do orçamento para Pernambuco, 70 milhões foram destinados a obras preventivas – e não só os 25 milhões levados em conta pela reportagem.
“Não existe política partidária, miúda, pequena. Não posso aceitar discriminação contra nenhum estado, não se pode discriminar Pernambuco por ser o estado do ministro, não é correto”, defendeu-se Bezerra, que interrompeu suas férias para prestar esclarecimentos em uma entrevista coletiva na quarta-feira 4.
O suposto direcionamento para Pernambuco ganhou, nas páginas do Estadão, cores de “escândalo”. A reportagem também parece ter irritado Dilma Rousseff, que teria “ordenado” a adoção de critérios técnicos para esse tipo de obras (quais, como, quando, não se sabe).
O que se sabe, segundo o Estadão, é que governadores dos estados supostamente prejudicados pelo ministro não entraram no denuncismo. Em Minas Gerais, que vem sofrendo com as chuvas nas últimas semanas, o tucano Antonio Anastasia saiu em defesa do ministro, classificado como “um amigo de Minas”. Sergio Cabral, do Rio, também desconversou, segundo o próprio Estadão: “Não temos o que falar do governo federal, a não ser agradecer”.
Quem também desmentiu a “denúncia” foi Eduardo Campos (PE), o “padrinho” do ministro. Segundo ele, os 25 milhões de reais liberados para Pernambuco foram acertados com a própria Dilma Rousseff em razão de desastres provocados pela chuva na região da Mata Sul. Dilma perguntou como poderia ajudar, Campos disse que tinha um projeto pronto para construção de barragens na localidade (Panelas II e Gatos), e os recursos foram disponibilizados.
Segundo Bezerra, Pernambuco foi o estado que apresentou os projetos mais urgentes e a seleção foi feita com base em critérios técnicos, com aval da Casa Civil da Presidência da República e do Ministério do Planejamento.
Em 2010, as fortes chuvas na região provocaram 20 mortes e, segundo a nota, cerca de 80 mil pessoas foram desabrigadas e desalojadas. Os prejuízos chegam a mais de 1 bilhão de reais.
Campos lembrou que, naquele ano, quando Bezerra nem era ministro, Pernambuco recebeu 275 milhões de reais da pasta – menos, portanto, do que o estado recebeu no ano seguinte.
Portanto, há meio copo cheio, meio copo vazio nesta história. A imprensa, mais uma vez, só mostrou uma parte.

10 outubro 2011

LEVANTA A MÃO QUEM TEM MEDO DA SEXUALIDADE FEMININA


Por Lola Aronovich do Blog escrevalolaescreva

Bruno, mais um que não quer se responsabilizar pelo que diz

Não ia escrever nada a respeito porque estou completamente sem tempo, porque não tenho que escrever sobre tudo, e porque — achava eu — já tinha mostrado minha indignação no Twitter. Mas as coisas não funcionam assim. Tá cheio de gente que lê meu blog mas não lê meu Twitter, e vice versa. E tem gente que me segue no Twitter mas também não lê meus tweets, ha ha. Compreendo: eu também não leio todos os tweets de todo mundo que eu sigo. Mas também não fico perguntando “Você não vai falar sobre [inclua aqui o tópico da moda]?”. 
Então durante a semana tem chegado vários emails, tweets, e um ou outro comentário off-topic no blog pedindo pra eu comentar o caso Marrone. Quer dizer, é o Bruno, da ex-dupla Bruno e Marrone. Pra mim dá na mesma, porque felizmente só ouvi falar desse povo pelo nome. E gente, desculpa o preconceito, mas se tem uma coisa que não faço questão de disfarçar é meu desprezo por tudo que é sertanejo (se bem que um colega meu, professor na UFC, se identifica como sertanejo: ele nasceu no sertão pobre do Ceará e ficou lá com sua família de lavradores até chegar à idade adulta e se mudar pruma cidade grande; obviamente não tenho nada contra ele nem sua família).. Bom, dizem que os sertanejos de verdade são diferentes, que são essesneosertanejos que são uma desgraça, porque copiam o countryamericano. Mas eu sou uma pessoa urbana, e não encontro ponto de afinidade com essa cultura (que, eu sei, é variada). Odeio praticamente tudo que seja sertanejo — os valores, as roupas, o gosto por rodeios, o machismo... E pra piorar eu me lembro de como, na campanha política em que mais me envolvi na vida, a de 1989, todas as duplas neosertanejas apoiraram publicamente o Collor. E nenhuma pediu desculpa depois.
Bom, esse tal de Bruno, durante um show em San Francisco, Califórnia, no final de setembro, começou a fazer gracinhas e provocações com seu público (ao que parece, eminentemente feminino). Ainda bem que olink pra este vídeo tem legenda, porque a qualidade do som é parecida ao talento que esses cantores têm pra música.
Primeiro Bruno manifesta seus valores sobre o que é casamento pro homem: “Ele quer prender aquela mulher pro resto da vida. Ele quer segurar ela em casa pra lavar a roupa dele, pra fazer comida pra ele, pra ela limpar a casa... Pra sair tarde com os amigos e chegar bêbado em casa... Ela deitada...” 
No vídeo, as fãs gritam, riem, mas também vaiam e fazem “não” com as mãos. Não vou tentar defender mulheres que, numa cidade com tantas opções de lazer como San Francisco, pagampra ver show de cantor sertanejo. 
Empolgado com a recepção, Bruno continua: “Lá no Brasil tem muitos rios maravilhosos para pescar. E lá tem cada peixão, aqueles peixão com rabão bonito, do rabão grande. E lá tem muito pirarucu. Tem pacu. Tem piranha. E lá tá tendo muita piranha. Olha, lá tem tanta piranha que tá faltando jacaré para comer as piranhas, acredita? Verdade! A população de piranhas cresceu demais, viu, São Francisco? As únicas piranhas que saíram de lá vieram morar nos Estados Unidos. É o contrário, gente, as piranhas que não eram piranhas, elas vieram morar aqui, é que estou falando. Aí cê sabe, vira uma, vira uma porcaria danada, porque vira uma brigaiada danada. [Depois de cantar — o vídeo edita essa parte, graças aos céus:] Tirando as piranhas levanta a mão quem goooostou!
Depois da repercussão negativa — bom saber que chamar brasileiras de piranhas não passa mais desapercebido — Bruno pediu perdão no Facebook. Quer dizer, mais ou menos: “Com todo o respeito, é de lamentar como tem gente com o coração tão maldoso neste mundo. Mesmo assim, novamente, peço desculpa”. Ah, o problema de chamar mulher de piranha é da gente com o coração maldoso! Quem rotula a sexualidade da mulher dessa forma é que tem um coração puro! 
Pra ser franca, nunca entendi a ofensa piranha. Piranha uma dascentenas de palavras usadas pra condenar a sexualidade feminina, certo? É usado pra falar de uma mulher promíscua. Mas piranha é um bicho cheio de dentes, igualzinho à.... vagina dentata, esse mito que se refere a uma fantasia de terror masculina. Nessa fantasia, a vagina se transforma numa boca cheia de dentes e devora a parte tida como mais importante da anatomia masculina. Segundoa Wikipedia em português (que, curiosamente, traz mais sobre o mito que seu correspondente em inglês), o mito da vagina dentata está presente em muitas culturas. Numa dessas culturas, “um peixe habita a vagina da Mãe Terrível; o herói é o homem que vencer a Mãe Terrível, quebrar os dentes da sua vagina, e então torná-la uma mulher”. A Wiki também menciona a dinâmica que é o pênis, numa relação sexual, entrar triunfal e sair diminuído. Como nossa sociedade é tão falocêntrica que adora cometer a sinédoque de achar que o pênis é o homem e a vagina é a mulher, fica a pergunta: será que os homens também se sentem diminuídos após o sexo, ainda mais com uma mulher que não lhes deu a "devida" exclusividade? 
Não sei, só sei que fica estranho chamar uma mulher pelo termo piranha, que representa o medo primitivo e irracional que um homem tem da sexualidade feminina. É um atestado de burrice. É dizer, na cara dura, que o cara tem medo de uma mulher abertamente sexual, de uma mulher devoradora de homens, que os come pro café da manhã. Porque quem come deve ser o homem! O papel de predador cabe ao macho! Deus quis assim! É assim que as coisas são e sempre serão! 
Aff. Homens que têm fixação pelo pênis obviamente são obcecados pelo tema da castração. Logo, eles creem que existe uma conspiração feminina pra castrar os homens. Mães são castradoras, mulheres promíscuas são castradoras, e melhor nem falar das feministas, essas lésbicas peludas e bigodudas que têm como objetivo único na vida castrar todos os homens, desta vez literalmente. Ouch!
Outros termos animais pra insultar a sexualidade da mulher são vaca e galinha. Vaca alude à passividade, mas e galinha? O lado bom de ser uma pessoa urbana é que nem todas as minhas alusões vêm de animais. Eu nunca chamei mulher de piranhavaca ou galinha, mas também nunca usei gato ou cachorro pra me referir a um homem. Estou tentando largar termos como burro, asno e anta, porque burros e asnos e antas não têm nada a ver com a estupidez humana. Suponho que usar animais pra insultar humanos deva ser algo universal, próprio do nossocondicionamento especistade achar que somos os reis do universo. Se vemos animais como inferiores, vamos usá-los também pra ofender os humanos de que não gostamos. Mas há humanos que gostamos ainda menos que outros, não? Há, sim: as mulheres. Não precisamos nem transar pra sermos chamadas de piranhasvacas e galinhas. Basta existir.