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01 setembro 2010

Setembro

Vibe positivo nesse mês que traz a primavera e a Independência do Brasil como símbolo de sua plenitude.

25 agosto 2010

Ebook


Ebook é uma ótima idéia(amoo).A internet já é muito acessível nas camadas populares(pode ser a pior favela da cidade,mas,tem uma lan house com apenas dois pc's),com isso hoje é super fácil baixar livros e armazenar no computador, celular, ipod, leitores específicos e tudo mais. 

09 agosto 2010

Emocores
Por Dionízio Josino

Em toda sociedade humana, seja ela civilizada ou não, há sempre uma fase da vida conturbada e afetivamente tempestuosa. A adolescência é uma transição muitas vezes traumática, da infantilidade para a vida adulta, e nesse momento, as pessoas se sentem vulneráveis emocionalmente. Em tribos indígenas, os jovens passam por rituais que publicamente os declaram adultos. É uma maneira fácil e segura de mascarar as dúvidas da puberdade. Mas será que essa espécie de ritual funcionaria nos grandes municípios? A cada dia, a falta de esperanças, tanto emocionais como pessoais, tem crescido e criado gerações de jovens frustrados com o mundo e a sociedade. O que eles podem esperar para sua vida adulta se não o niilismo de uma sociedade estéril, as relações interpessoais e familiares se desgastando cada vez mais, empurrando-os a uma solidão e depressão. No meio de tudo isso, surgem os amigos e as afinidades, gerando as tribos urbanas. Segundo Clifford Geertz, acreditando como Max Weber, “o homem é um animal amarrado e teias de significados que ele mesmo teceu”. Ou seja, as tribos urbanas são comunidades de sobrevivência afetiva, onde pessoas que possuem os mesmos gostos, necessidades e frustrações, sentem-se seguras, elas tem uma afinidade sentimental muito profunda.
Desde os primeiros movimentos jovens, como os Hippies até os mais recentes, como Emocores, tem por base à mesma necessidade de relacionamento, ou falta deste. Historicamente falando, no município de Arapiraca, no Estado de Alagoas, este grupo ainda é muito recente, que carece de mais informações sobre sua origem e regras de condutas, haja vista que há muita especulação e pouca verdade sobre seus comportamentos. O mais especulado é fator emocional, que inclusive dá nome ao movimento. O sentimento para eles é mais importante, o amor e a relação afetiva, estão incluso na maior parte do repertório das bandas Emos, que misturam rock pesado (punk/hardcore) e letras sentimentais. Outra característica dos Emos de Arapiraca é a mistura de ícones de outros grupos ou tribos urbanas, nas suas vestes ou atitudes, como por exemplo, bota punk com colares de bolinhas do estilo surfista, camisetas Hello Kitty das patricinhas ou de bandas como os tradicionais roqueiros, cabelos espetados e desfiados com as maquiagens góticas, isso tanto para elas como para eles. Roupas ou acessórios quadriculados dos skatistas, mas o principal ícone dos Emos seja a franja ou cabelos pintados.
Quanto às atitudes, não escondem os sentimentos, expressam abertamente suas emoções, preconizam e praticam a tolerância sexual. É muito comum Emos homossexuais ou bissexuais. Eles se dizem flexíveis quanto a discriminação, tolerantes quanto ao gosto sexual de seus amigos, recriminam a sociedade por ser discriminadora. Esse tipo de comportamento tem alarmado muitos pais. ‘Estranhei quando ele começou a pintar os olhos e as unhas’, diz Rosineide, mãe de Renata Timóteo, que afirma ser bissexual. ‘Fiquei deprimida quando ela me contou. Mas, mesmo sem aceitar, respeito a opção dela.’ Também há um enorme preconceito contra a tribo. Não é incomum que os emos sejam insultados ou até agredidos por outros jovens, principalmente quando há festa pública no município. O Emo sofre de falta de identidade, pois sua cultura é uma mistura de diversas culturas que durante os anos foram agregadas ao Emocore. Como adolescentes, ainda não sabem o que são, estão em conflito psicológico e emocional, não querem mais viver na brincadeira, mas também não querem a responsabilidade da vida adulta. Muitos vivem em conflito com seus pais, e não aceitam a imposição autoritária de qualquer tipo de liderança. Os Emos sofrem discriminação até mesmo dentro de suas casas, não obstante, qualquer tipo de piadinha ou intolerância pode afastar um Emo do convívio do grupo.
 

08 julho 2010

Pelo direito de expressar o afeto

  Reproduzo um texto da jornalista Erna Barros que me foi enviado por Renato Medeiros Cordeiro relatando uma situação de demonstração pública de homofobia em um bar em Maceió capital de Alagoas.

  Quanto um beijo pode agredir? É difícil entender esse questionamento quando pensamos que um beijo é resultado da afetividade entre duas pessoas. Mas o que dizer quando um grupo de mulheres são expulsas de um estabelecimento comercial por conseqüência de algumas demonstrações de carinhos entre elas?  O episódio aconteceu na noite de quinta-feira (01) na cervejaria e petiscaria "Mesa de Bar", no bairro da Jatiúca, em Maceió. Revestido de uma "educação" polida e camuflada de uma homofobia gritante, um dos donos do estabelecimento se pronunciou para o grupo de mulheres dizendo que alí não era um local 'GLS' é que não admitia beijo no bar porque isso poderia agredir os demais clientes. Após um bate-boca entre as clientes e o dono do bar, elas pagaram a conta foram embora.

  No entanto, o constrangimento de serem expulsas de um local onde eram clientes tanta quanto os demais, e principalmente a vontade de não deixar impune um caso claro de homofobia, fez com que todas fossem atrás de seus direitos como cidadãs. Primeiro, creio que o dono da Cervejaria e Petiscaria "Mesa de Bar" não sabia que Maceió é uma das duas únicas capitais brasileiras a ter uma lei regulamentada por meio de um decreto municipal que pune crimes de homofobia.  A LEI GARANTE O DIREITO AO AFETO ENTRE HOMOSSEXUAIS sem que eles sofram preconceitos em bares, restaurantes, hotéis e quaisquer outros estabelecimentos comerciais. E quem decidir ignorar a lei, seja o dono do local, o garçom ou qualquer atendente, agindo de maneira homofóbica em qualquer situação, estará passivo de punições que vão desde uma advertência pública até a cassação do alvará de seu funcionamento.

  Ou seja, a lei existe e cabe a nós fazermos ela valer. Todo homossexual, assim como todo cidadão, deve então primeiro conhecer os direitos garantidos pela lei, a fim de não passar por nenhum tipo de constrangimento, preconceito, violência física, verbal ou moral. A lei contra a homofobia de Maceió garante que sejam punidas quaisquer condutas discriminatórias, como por exemplo:

"Praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória, vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica; INIBIR, PROIBIR OU DIFICULTAR manifestação pública de carinho, afeto, emoção, sentimento ou pensamento; IMPEDIR ou dificultar o ingresso, permanência em espaços públicos, estabelecimentos abertos ao públicos, etc." 

  Ser expulsa de um bar é uma situação que ninguém deseja passar. Mas ainda há quem apanhe e até morra vítima do preconceito e da homofobia alheia.



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02 julho 2010

E o hexa?

  É o sonho do hexa esse ano não rolou.Quando finalmente Dunga parece conquistar a confiança da torcida tudo desmorona como passe de mágica(claro que tô sendo boazinha).
  Logo no primeiro tempo o nosso Brasil fez até bonitinho,conseguiu sair na frente com um belo gol de Robinho,até me animei pra tomar suco de laranja(risos).Mas aí vem as trapalhadas,Filipe Melo como todo bom jogador foi pra fazer gol mesmo,mas,faltou atenção na hora de marcar.Pôhha!gol contra é de doer!E depois o mesmo ainda me vai ser expulso!Caraca!Que trapalhão!
  Mas vejamos o lado positivo ,as seleções que ficaram podem até tentar,mas só o Brasil é penta!E pra chegar lá vão ter que comer muito feijão.Afinal Brasil é Brasil nêh?